
oradores
Da política à comunidade: um contrato para a saúde
30 de setembro, 11h30-12h00
Moderador: João Paulo Magalhães
É ou não possível construir compromissos duradouros para a saúde para além dos ciclos políticos? Como se aproxima a decisão política das necessidades das populações?
Como se transformam consensos em mudança concreta?
Partindo do Pacto Estratégico para a Saúde, iniciativa de diálogo político e social promovida pelo Presidente da República, esta key note propõe uma reflexão sobre a sustentabilidade e a continuidade das políticas públicas de saúde e sobre a construção de uma visão de longo prazo para o Serviço Nacional de Saúde e para o setor de um modo mais abrangente.
Ainda antes da apresentação do Pacto, Adalberto Campos Fernandes propõe discutir o seu enquadramento e a sua relevância para aproximar a decisão política das necessidades das comunidades, valorizando a participação dos diferentes atores, dos políticos aos profissionais, das instituições à sociedade civil, na definição de compromissos comuns. Para além de alcançar consensos, importa perceber como reconstruir um verdadeiro contrato para a saúde.
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Professor da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa. Doutorado em Administração da Saúde pela Universidade de Lisboa, Mestre em Saúde Pública na especialidade de Administração dos Serviços de Saúde pela Universidade Nova de Lisboa, Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Especialista em Saúde Pública. Integra o Centro de Investigação em Saúde Pública (CISP) da NOVA ENSP e o Comprehensive Health Research Centre (CHRC) da Universidade NOVA. Ministro da Saúde XXI Governo Constitucional (2015-2018). Membro do Conselho de Administração do GIMM Gulbenkian Institute for Molecular Medicine. Vice-Presidente do Conselho de Escola da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Professor Catedrático Convidado da Universidade Europeia. Académico Titular da Academia Nacional de Medicina de Portugal. Membro do Advisory Board da Universidade Europeia. Membro do Conselho Económico e Social. Presidente da Assembleia Geral do Instituto de Saúde Baseada na Evidência. Chairman do Fórum Saúde XXI. É autor de dezenas de artigos e comunicações. Integra diversas Associações Científicas Nacionais e Internacionais.
Como está o acesso à saúde?
1 de outubro, 9h30-10h00
Moderador: José Durão
Como está, afinal, o acesso à saúde em Portugal? Estamos a conseguir garanti-lo melhor ou assistimos ao aprofundamento de algumas das suas fragilidades?
O Relatório de Acesso a Cuidados de Saúde 2025, da Universidade NOVA de Lisboa, revela tendências que merecem atenção: entre 2023 e 2025, aumentou significativamente a probabilidade de cancelamento de consultas ou exames por iniciativa do prestador, enquanto a proporção de portugueses com médico de família atribuído caiu de 91%, em 2019, para 79%, em 2025.
Partindo destes e de outros dados, esta keynote propõe um retrato do acesso aos cuidados de saúde em Portugal e uma reflexão sobre o que a sua evolução significa para a equidade e para o contrato entre o Estado e os cidadãos. Mais do que descrever números, pretende-se perceber o que eles nos dizem sobre a capacidade do sistema para garantir o acesso, e lançar as questões para o debate que se segue.
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Vice-Presidente da Comissão Portuguesa de Avaliação de Tecnologias em Saúde, com sede no INFARMED, IP. Coordenou a Missão-Quadro para a Sustentabilidade do Programa Orçamental da Saúde (Ministério da Saúde e Ministério das Finanças) entre 2018 e 2020.
É doutorado em Economia (Bélgica) e licenciado em Economia pela Universidade Católica de Lovaina.
Prevenção e Preparação em Emergências de Saúde Pública:
Lei de Bases do Clima
2 de outubro, 10h00-10h30
Moderadora: Eunice Crisóstomo
Como se prepara um país para proteger a saúde das populações num contexto de alterações climáticas? Estamos a conseguir transformar o conhecimento sobre os riscos climáticos em políticas de prevenção e preparação eficazes? Este é um desafio crescente para a Saúde Pública e exige respostas que articulem conhecimento técnico, decisão política e ação no território.
Partindo da Lei de Bases do Clima, Duarte Costa abordará as alterações climáticas enquanto determinante de saúde e a tradução desta Lei em ações concretas de prevenção, adaptação e preparação para Emergências de Saúde Pública, destacando a importância da articulação entre decisores, peritos e médicos de Saúde Pública na vigilância epidemiológica, no planeamento em saúde e na avaliação de risco.
Mais do que responder à emergência quando ela acontece, importa perceber como a legislação, o planeamento e a evidência podem permitir antecipá-la e reduzir o seu impacto nas populações.
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Geógrafo, especialista em alterações climáticas e políticas pelos seus estudos no Reino Unido e Austrália. Trabalhou em contextos internacionais nas áreas de risco climático, sustentabilidade e políticas de transição climática.
É comentador na SIC sobre o tema, co-presidente do Volt Portugal e foi distinguido pelo Brand New Bundestag entre os 100 jovens em destaque candidatos ao Parlamento Europeu em 2024, graças ao seu trabalho em transição climática e direitos humanos.
Quem decide a saúde em Portugal?
30 de setembro, 12h00-13h30
Quem define as prioridades em saúde: o poder político, a evidência técnica ou os constrangimentos económicos? Como se equilibram estes fatores na tomada de decisão? Até que ponto existe alinhamento entre as políticas definidas e as necessidades reais das populações?
O papel dos diferentes níveis de governação (nacional, regional e local) na tradução de orientações estratégicas em decisões concretas no terreno é o ponto de partida para este debate. Será ainda discutida a influência de atores como a academia, a sociedade civil e o setor privado, bem como os desafios à transparência e à responsabilização. Mais do que identificar intervenientes, esta mesa pretende questionar como se decide a saúde em Portugal e com que consequências.
Ricardo Mestre
Professor na ENSP-NOVA
Administrador Hospitalar, pós-graduado em Administração de Serviços de Saúde e licenciado em Economia.
É atualmente Professor Auxiliar na Escola Nacional de Saúde Pública, da Universidade Nova de Lisboa e foi Secretário de Estado da Saúde no XXIII Governo Constitucional,
Subdiretor-geral da DGS, Gestor no Conselho das Finanças Públicas, Vogal do Conselho Diretivo na ACSS e Diretor do Departamento de Contratualização na ARS Alentejo.
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Jorge Salgueiro Mendes
Vice-Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte para a área da Saúde
Licenciado em Economia pela Universidade Nova de Lisboa.
É o atual Vice-Presidente da CCDR Norte para a Saúde.
Foi Chefe de Gabinete e assessor da Ministra da Saúde
(2024-2026), Deputado à Assembleia da República
(2019-2024) e Presidente da Câmara Municipal de Valença (2009-2019), tendo integrado ainda a Associação Nacional de Municípios Portugueses e o Conselho Fiscal das Águas do Alto Minho.
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Gustavo Tato Borges
Delegação Regional de Saúde do Norte - DGS
Mestre em Medicina pela Universidade de Coimbra.
Especialista em Saúde Pública desde 2015 e
Consultor de Saúde Pública desde 2023.
Presidente da Direção da ANMSP entre 2022 e 2025.
Presidente da MAG da ANMSP desde 2025.
Delegado de Saúde Regional do Norte desde 2025.
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Francisca Vargas Lopes
Presidente da Associação Portuguesa de Economia da Saúde
Francisca Vargas Lopes tem um mestrado em Política de Saúde Internacional e Economia da Saúde pela London School of Economics and Political Science e um mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Encontra-se a terminar o seu doutoramento na Erasmus University Rotterdam, com orientação partilhada pelo departamento de Saúde Pública do Erasmus Medical Center e a Erasmus School of Economics.
É atualmente a Presidente da Associação Portuguesa de Economia da Saúde.
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Paula Rebelo
Jornalista na RTP especializada em Saúde
Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Jornalismo, no Porto, em 1997, o mesmo ano em que entra para a RTP - Rádio e Televisão de Portugal. Em 2008, ingressa na Faculdade de Medicina de Lisboa, onde concluiu a pós-graduação em Comunicação em Saúde. Desde 2002 que a Saúde e Ciência são as principais áreas de ação jornalística. Desde então é também moderadora, palestrante, docente e formadora em Comunicação em Saúde, especializada em Gestão de Reputação, Gestão de Crise e Comunicação com os Média.
Moderadora
Quem garante o acesso à saúde em Portugal?
1 de outubro, 10h00-11h30
O direito à proteção da saúde constitui uma responsabilidade partilhada entre cidadãos, sociedade e Estado, como consagrado na Lei de Bases da Saúde. Mas a quem cabe, afinal, a responsabilidade principal pela sua concretização? Até que ponto o Serviço Nacional de Saúde garante, na prática, o acesso universal que preconiza? E que distância separa o direito formal a um cuidado de saúde da possibilidade real de aceder ao mesmo?
Mais de um milhão de utentes sem médico de família atribuído, encerramentos recorrentes de serviços de urgência obstétrica e coberturas assimétricas dos rastreios oncológicos no território são alguns dos pontos de partida para este debate. Será discutido o que condiciona a concretização do direito à saúde, bem como os desafios à equidade e à responsabilização dos diferentes atores do sistema de saúde. Mais do que reafirmar o direito à saúde, esta mesa pretende questionar quem garante, na prática, o acesso equitativo à saúde em Portugal.
Ana Correia de Oliveira
Vogal do Conselho de Gestão, DE-SNS
Médica especialista em Medicina Geral e Familiar, integra o Conselho de Gestão da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e é Vice-Presidente da Comissão de Planeamento de Emergência da Saúde. Tem formação em Governação e Políticas Públicas em Saúde e Alta Direção de Instituições de Saúde. Desenvolve atividade nas áreas da governação, cuidados de saúde primários, liderança e literacia em saúde.
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Ana San-Bento
Adjunta da Direção Clínica dos CSP, ULS Região de Leiria
Médica de Saúde Pública e Delegada de Saúde no Departamento de Saúde Pública da ULS Região de Leiria
Coordenadora da Equipa Local para a Resposta Sazonal em Saúde
da ULS Região de Leiria
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António da Luz Pereira
Vice-Presidente da APMGF
Médico, Assistente Graduado Sénior de Medicina Geral e Familiar, doutorado pela FMUP, Coordenador da USF Prelada. Tem espacial interesse nas áreas de gestão em saúde, contratualização e formação médica. Integra a Direcção do Colégio de Competência em Gestão dos Serviços de Saúde da OM.
Vice-Presidente da APMGF, docente universitário e investigador no RISE/CINTESIS. Colaborou em projetos de cooperação internacional em saúde no Brasil e na Moldávia.
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Alexandre Lourenço
Professor Auxiliar Convidado, ENSP-NOVA
Doutorado em Gestão pela NOVA SBE, é Professor Auxiliar Convidado na Escola Nacional de Saúde Pública. Foi Presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra até dezembro de 2025. As suas principais áreas de atuação são a gestão de cuidados de saúde, liderança e teoria organizacional. É Diretor de um programa da OMS para o desenvolvimento de capacidades na gestão de serviços de saúde na Roménia e consultor da OMS nas áreas do financiamento e dos sistemas de saúde.
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Miguel Cabral
ULS São João
Médico de Saúde Pública na ULS São João, mestre em epidemiologia e especializado em administração hospitalar. É adjunto da Diretora Clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários. Está envolvido nas áreas de saúde sazonal, planeamento comunitário, estratificação pelo risco, projeto IMPULSO, entre outros. Foi consultor na DE-SNS de junho de 2023 a maio 2024. De um longo percurso associativo, destaca-se o papel atual como membro da direção do Colégio de Saúde Pública da OM.
Moderador
Resposta e recuperação de catástrofes
2 de outubro, 10h30-12h00
A ocorrência de catástrofes coloca desafios acrescidos à capacidade de resposta dos serviços de saúde e à proteção das populações afetadas.
A forma como se articulam os diferentes níveis de intervenção, desde a resposta imediata à emergência até à recuperação a médio e longo prazo das comunidades e dos serviços de saúde é o ponto de partida para esta mesa. Serão ainda discutidos os desafios no planeamento, coordenação entre entidades e capacitação de recursos humanos perante cenários de catástrofe.
Esta mesa pretende questionar como se pode reforçar a preparação, a resposta e a recuperação face a catástrofes em Portugal.
Bartolomeu Rasteiro Alves
Unidade Local de Saúde da Região de Leiria; Center for Innovative Care and Health Technology, ciTechCare
Mestre em Medicina pela Universidade de Braga, Mestre em Saúde Ocupacional pela Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Licenciado em Saúde Ambiental pela Escola Superior de Tecnologia da
Saúde de Coimbra. Atualmente é Médico especialista em Saúde Pública no Departamento de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria, sendo coordenador da Unidade de Epidemiologia Clínica e Saúde Pública Hospitalar.
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Luís Cabral
Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica
Médico, especialista em Anestesiologia e Medicina de Urgência e Emergência e mestre em Medicina Subaquática e Hiperbárica, é Presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Tem experiência em emergência médica, medicina de emergência e evacuações aéreas. Foi Secretário Regional da Saúde dos Açores e Diretor do Serviço de Urgência do Hospital do Divino Espírito Santo.
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Maria José Roxo
CICS.NOVA - FCSH-UNL
Professora Catedrática Aposentada do Departamento de Geografia e Planeamento Regional. Investigadora integrada do CICS.NOVA. Coordenadores de projetos nacionais e internacionais, sobre temáticas com a Desertificação, Mudança Climática, Catástrofes Naturais. Recebeu em 2013 o prémio das Nações Unidas "Dryland Champions"- UNCCD. Membro da Comissão Nacional de Combate à Desertificação, da Academia das Ciências de Lisboa e da Comissão Nacional de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
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Clarisse Campos
Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal
Licenciada em Relações Internacionais e especializada em Ciências Documentais, é Presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, eleita pelo Partido Socialista para o mandato 2025-2029. Tem experiência nas áreas da gestão pública, educação, formação e cultura. Foi deputada à Assembleia da República e vereadora em Alcácer do Sal. No exercício das atuais funções, teve de responder aos desafios colocados pela tempestade Kristin.
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Ricardo Mexia
Presidente da Direção do Colégio da Especialidade Médica de Saúde Pública da Ordem dos Médicos;
INSA - Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge
Médico de Saúde Pública, especialista em vigilância epidemiológica, doenças transmissíveis e preparação e resposta a emergências. Integra o INSA e coordenou a vigilância de grandes eventos como a JMJ, Eurovisão ou o Festival BOOM. Docente em várias universidades, consultor da OMS e autor de mais de 35 trabalhos científicos. Preside ao Colégio de Saúde Pública da Ordem dos Médicos, integra órgãos consultivos europeus e é Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar desde 2021.
Moderador
Quem faz a saúde acontecer?
2 de outubro, 13h30-15h00
Quem faz a saúde acontecer, afinal? Sabemos que a saúde se constrói fora dos serviços de saúde, num território partilhado com cidadãos, autarquias e outras entidades. Mas, como se traduzem estas responsabilidades partilhadas em ações concretas?
Partindo da noção de que a promoção e a proteção da saúde são uma responsabilidade coletiva e intersectorial, quatro oradores abordarão o tema a partir de perspetivas complementares: a dos cidadãos, a das autarquias, a do médico de saúde pública, enquanto impulsionador de parcerias com organizações não-governamentais, e uma leitura académica sobre os modelos de governança que melhor sustentam políticas de saúde de base comunitária.
Esta mesa pretende ser um contributo para uma articulação e comunicação mais próximas entre os diferentes intervenientes na construção da saúde.
Filipe Teles
Universidade de Aveiro
Professor de Ciência Política, investigador na Unidade de Investigação em Governação, Competitividade e Políticas Públicas e Diretor do Programa de Doutoramento em Políticas Públicas da Universidade de Aveiro. Foi Presidente da European Urban Research Association (2021–2025). Tem colaborado como perito e consultor em governação subnacional para organizações como a OCDE e o Banco Mundial.
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Luísa Salgueiro
Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos
Licenciada em Direito e pós-graduada em Direito do Ambiente. Antes de ser eleita Presidente da Câmara Municipal em 2017, exerceu advocacia, nomeadamente como Consultora Jurídica na Câmara Municipal do Porto e na DECO. Foi eleita Vereadora na Câmara Municipal de Matosinhos durante três mandatos, de 1997 a 2009, e Deputada Nacional durante quatro mandatos, na XI, XII e XII legislaturas e foi Vice-presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Energética e Ambiental da NATO. Presidiu à Direção da Associação Nacional de Municípios Portugueses de 2021 a 2025. Entre outros cargos que desempenha, no âmbito da sua eleição para Presidente da Câmara, é atualmente Presidente da Assembleia da Associação Eixo Atlântico; Vice-presidente da Direção da Associação para a Colaboração dos Portos e Cidades Portuárias, Vice-presidente da RETE – Associação dos Portos e Cidades Portuárias, desde 25 de outubro de 2020; Vice-presidente da Comissão Executiva Regional do ICLEI (RexCom) – Governos Locais para a Sustentabilidade; Membro do Conselho Executivo da CGLU, membro do Conselho Político Europeu do Pacto de Autarcas, OECD Champion Mayor for Inclusive Growth e membro efetivo do Comité das Regiões da União Europeia.
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Carlos Gomes Quelhas
Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental; Universidade de Lisboa
Mestrado Integrado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Mestrado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, médico especialista em Saúde Pública na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental. Principais áreas de interesse: vacinação, geriatria, populações em situação de vulnerabilidade, saúde planetária.
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João Malhadeiro
Associação os 230; Comissões de Cidadãos
Mestre em Ciências Farmacêuticas e trabalha na área do acesso ao mercado, sistema de saúde e políticas de saúde. Trabalha na indústria farmacêutica na área de acesso ao mercado e sistema de saúde. Fez parte da Direção da Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos, sendo responsável pelo Departamento de Política. Integrou o projeto Comissões de Cidadãos, tendo sido Presidente da Comissão na 1ª edição e Presidente da 2ª edição do projeto.
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Vera Leal Pessoa
Coordenadora da Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central
Médica Especialista em Saúde Pública no Departamento de Saúde Pública da ULS Alentejo Central, Coordenadora da USP/Autoridade de Saúde Coordenadora, responsável pelas áreas de Planeamento de Serviços e Formação, e membro das equipas de Planeamento em Saúde, Vigilância Epidemiológica e Saúde Ambiental. Na ULS Alentejo Central é coordenadora da ECL-Vacinação, membro da ECL-Diabetes, membro da Comissão de Emergência e Catástrofe, membro da UL-PPCIRA e adjunta da Direção Clínica da área dos CSP.
Moderadora
Simpósio Sanofi - Vacina de Dose Elevada contra a Gripe:
Qual o Valor em Saúde Pública?
30 de setembro, 14h30-15h00
Moderador: Bernardo Gomes
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Gonçalo Sarmento
ULS de Entre Douro e Vouga
Carlos Aguiar
ULS de Lisboa Ocidental
Simpósio Novartis - Inovação em Saúde: investir hoje para gerar valor, saúde e sustentabilidade
1 de outubro, 12h00-13h00
Moderador: Guilherme Duarte
Como devemos olhar para a inovação em saúde: como custo imediato ou como investimento estratégico com retorno em saúde, eficiência e sustentabilidade? E que condições são necessárias para que esse valor possa ser reconhecido e integrado nas decisões do sistema?
Este simpósio, em formato de mesa redonda, pretende discutir o papel da inovação tecnológica e terapêutica à luz dos desafios atuais dos sistemas de saúde, num contexto marcado pelo envelhecimento da população, pelo aumento da doença crónica e pela pressão crescente sobre os recursos disponíveis. A conversa irá explorar de que forma a inovação pode melhorar resultados em saúde, prevenir complicações, reduzir utilização evitável de cuidados e contribuir para uma gestão mais eficiente e sustentável do sistema. Será também uma oportunidade para refletir sobre financiamento, avaliação de valor e adoção estratégica da inovação, a partir de perspetivas complementares da decisão política, da indústria e da transformação do sistema de saúde.
Uma discussão especialmente relevante para todos os que pensam a modernização, a sustentabilidade e o valor em saúde.
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Manuel Pizarro
Ex-Ministro da Saúde
Francisco Vieira
Deputado à Assembleia da República
Sara Cerdas
Novartis
Estratificação pelo risco
1 de outubro, 14h00-16h00
Sabemos identificar os doentes de maior risco. Mas sabemos transformar essa informação em cuidados que promovem a redução desse risco? Que uso fazemos, na prática, dos instrumentos de estratificação de que já dispomos?
A estratificação pelo risco, através de instrumentos como o IDRA, é hoje uma ferramenta central para orientar a afetação de recursos e a gestão integrada dos doentes mais complexos nos cuidados de saúde primários e hospitalares. Neste workshop, Estêvão Soares dos Santos, Médico de Saúde Pública no Departamento de Saúde Pública e das Populações do Oeste e Interlocutor Local para a Estratificação pelo Risco (ILER) da ULS do Oeste, percorre a lógica destes instrumentos e discute a sua aplicação prática nas equipas: da leitura dos indicadores à definição de planos de intervenção individualizados. Qual o papel do ILER nesse processo? Mais do que dominar os conceitos, pretende-se equipar os participantes para os aplicar no dia a dia.
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Estêvão Soares dos Santos
Interlocutor Local para a Estratificação do Risco da ULS do Oeste
Concluiu o Mestrado em Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e, em 2019, as especializações em Saúde Pública e Medicina do Trabalho na Escola Nacional de Saúde Pública. É Assistente de Saúde Pública na Unidade Local de Saúde do Oeste, Assistente Convidado no Politécnico de Leiria e Consultor na Direção-Geral da Saúde. Dedica-se à Saúde Pública, Ambiental e Ocupacional, ao Planeamento e à Informática aplicada à saúde.
É autor de artigos científicos.
Determinantes comerciais
1 de outubro, 14h00-16h00
A saúde da população não depende apenas de comportamentos individuais ou do sistema de saúde, mas é também influenciada direta ou indiretamente por atores comerciais. Até que ponto os interesses económicos contribuem para as iniquidades em saúde? Quem protege a saúde pública quando esses interesses se sobrepõem à mesma?
A forma como a indústria influencia políticas, ambientes e comportamentos é o ponto de partida para este workshop. Será ainda discutido o papel dos médicos de saúde pública perante estes determinantes, bem como os desafios à sua capacidade de regulação, advocacia e intervenção num contexto de crescente pressão comercial.
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Carolina Baptista
Serviço de Saúde Pública da ULS Almada-Seixal
Mestre em Medicina (Universidade de Coimbra, 2018), Mestre em Saúde Global (Universidade de Maastricht, 2022) e doutoranda em Saúde Pública na
ENSP-NOVA. Médica de Saúde Pública na ULS Almada-Seixal, onde desempenha funções no âmbito da vigilância epidemiológica da tuberculose, do planeamento em saúde e da coordenação local dos rastreios de base populacional. Coordena atualmente o grupo de trabalho da ANMSP sobre determinantes comerciais da saúde.
Francisca Pulido Valente
Unidade de Saúde Pública da ULS Amadora/Sintra
Médica de saúde pública na Unidade Local de Saúde Amadora/Sintra.
Desde 2024, exerce também funções como consultora do Projeto Evidence into Action Alcohol (EVID-ACTION) do Gabinete Regional da OMS para a Europa. O seu interesse pelos determinantes comerciais da saúde desenvolveu-se durante um estágio de três meses com a equipa de investigação de Melissa Mialon, em Rennes, França.
Contratualização dos Serviços de Saúde Pública
1 de outubro, 14h00-16h00
O que devemos contratualizar em saúde pública? Como transformar prioridades de saúde da população em objetivos, indicadores e compromissos concretos para os serviços?
A contratualização dos serviços de saúde pública pode ser uma ferramenta para alinhar recursos, prioridades e resultados, reforçando a capacidade de intervenção das equipas e a sua responsabilidade perante as necessidades das populações. Este workshop propõe uma abordagem prática ao processo de contratualização: da identificação das prioridades à definição de indicadores e metas, passando pela monitorização e avaliação dos resultados. Que indicadores fazem sentido? Como evitar que o que é mais fácil de medir se sobreponha ao que é mais importante fazer? E como pode a contratualização contribuir para dar maior centralidade à saúde pública nas ULS?
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José Durão
Serviço de Saúde Pública da ULS Almada-Seixal
Mestre em Medicina pela Universidade de Lisboa (2018), Pós-Graduado em Healthcare Management pela Universidade Católica Portuguesa (2022) e Mestrando em Saúde Pública na ENSP-NOVA. Médico de Saúde Pública no Serviço de Saúde Pública da ULS Almada-Seixal desde 2025, onde desempenha funções nas áreas do planeamento e da gestão de serviços, da comunicação e literacia em saúde e da formação. Dirigente da Ordem dos Médicos desde 2021, onde é Vogal do Conselho Regional do Sul, membro do Conselho Nacional e Presidente da Comissão para as Idoneidades e Capacidades Formativas.
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Rui Pedro Leitão
Unidade de Saúde Pública da ULS Região de Aveiro
Médico especialista em Saúde Pública, Coordenador da Unidade de Saúde Pública do Baixo Vouga e Delegado de Saúde Coordenador da ULS da Região de Aveiro, onde integra, entre outros grupos e equipas, a Comissão de Contratualização para os Cuidados de Saúde Primários da ULS RA.
É Adjunto da Direção Clínica para os Cuidados de Saúde Primários, Professor Auxiliar Convidado na Universidade de Aveiro e colabora com o Centro de Emergências em Saúde Pública da DGS. Atua nas áreas do planeamento, investigação, organização e contratualização em saúde, vigilância epidemiológica e preparação e resposta.
Métodos Qualitativos – Focus group
1 de outubro, 16h30-18h30
Quem fala, quem é ouvido e como se transforma isso em conhecimento útil para a saúde pública? Que perguntas fazer, a quem e como interpretar o que emerge de um grupo?
A investigação qualitativa é uma ferramenta essencial para compreender fenómenos de saúde que os dados quantitativos, por si só, não conseguem captar: perceções, comportamentos, barreiras de acesso e experiências vividas por comunidades e profissionais. Este workshop propõe uma introdução prática aos métodos qualitativos em saúde pública, com destaque para o focus group enquanto técnica privilegiada de recolha de dados em contexto comunitário e institucional.
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Osvaldo Santos
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Psicólogo Clínico e da Saúde, Psicoterapeuta. Assistente Convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Coordenador do EnviHeB Lab, do Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Tem dedicado os últimos 30 anos à investigação com abordagens mistas (qualitativas e quantititativas) nas áreas da psicologia da saúde, da saúde pública, e da saúde mental.
Observatório de Saúde
1 de outubro, 16h30-18h30
Que sistemas de informação se podem utilizar para recolher dados de saúde e como se transformam os dados em conhecimento útil? Como garantir que a informação chega a tempo de influenciar as decisões no terreno?
Esta mesa parte dos sistemas de informação em Saúde, da sua diversidade e fragmentação atuais, para discutir como construir soluções de análise automática capazes de transformar dados dispersos em indicadores acionáveis. Serão abordados os desafios técnicos e organizacionais da interoperabilidade entre sistemas, as opções de automatização do tratamento e visualização de dados. Mais do que inventariar sistemas, pretende-se discutir como construir, na prática, ferramentas que podem ser utilizadas para apoiar as decisões em saúde pública.
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Hugo Monteiro
USP Gaia – Espinho; Direção Executiva do SNS - Coordenação Nacional dos Programas de Rastreio
Médico de Saúde Pública, integra a USP Gaia Espinho e o Núcleo de Coordenação Nacional para os Programas de Rastreios. Doutorando no programa doutoral HEADS / FMUP, Mestre em Saúde Pública, Pós-Graduado em Gestão na Saúde. É autor e coautor de artigos científicos na área da epidemiologia e transformação digital nos serviços de saúde. Tem colaborado com diversas instituições dos serviços centrais do Ministério da Saúde e Organizações Internacionais, na operacionalização da transformação digital.
João Dionísio
USP da ULS Baixo Mondego
Médico de Saúde Pública e pós-graduado em Gestão e Direção de Serviços de Saúde pela Porto Business School, exerce funções na ULS Baixo Mondego e colabora com as equipas de Vacinação e da Saúde Escolar da Direção-Geral da Saúde. Tem especial interesse pela utilização de dados e pela inovação como ferramentas de apoio à decisão em saúde.
Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos
1 de outubro, 16h30-18h30
Estamos a ganhar ou a perder a corrida à resistência antimicrobiana? Como controlar o uso desnecessário de antimicrobianos? Que estratégias funcionam realmente no terreno?
A resistência aos antimicrobianos constitui uma das principais ameaças à saúde pública do século XXI, podendo comprometer a eficácia terapêutica de infeções comuns e aumentar a morbimortalidade associada a procedimentos médicos e cirúrgicos. Este workshop explora o papel do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA) na resposta a esta ameaça: dos estudos e da vigilância epidemiológica à auditoria, numa articulação entre cuidados primários e hospitalares. Mais do que alertar, pretende-se discutir ferramentas concretas através das quais o médico de saúde pública pode contribuir para a resposta a este problema.
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Rui Malheiro
Unidade Local de Saúde São João; Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto
Doutorado em Saúde Pública, é Médico de Saúde Pública na ULS de São João, Professor Auxiliar Convidado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e Investigador na EPIUnit do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto. Os seus principais interesses incluem a vigilância epidemiológica, a investigação em serviços de saúde e a prevenção e controlo de infeção, áreas em que desenvolve atividade clínica, académica e de investigação.



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